Cibersegurança e Resiliência de Dados: A Estratégia da Webplus para Escalar o Mercado de MSPs
A nova associada chega à Abradisti para fortalecer a proteção de dados no Brasil e buscar suporte estratégico diante dos novos desafios tributários e regulatórios do setor de TI
A cibersegurança deixou de ser um projeto técnico isolado para se tornar o alicerce da continuidade de negócios. Nesse cenário, a Abradisti recebe sua mais nova associada: a Webplus, empresa que combina 29 anos de trajetória com uma especialização profunda no modelo de provedores de serviços gerenciados (MSPs).
Com sede em São José do Rio Preto (SP), e detentora de infraestrutura própria – com data center em Campinas, a Webplus atua como um hub estratégico que conecta soluções globais de cibersegurança a uma rede de mais de 360 parceiros ativos.
Em entrevista ao blog da Abradisti, Fernanda Pirateli, diretora-executiva da Webplus, e Mariano Gordinho, presidente-executivo da entidade, discutiram as transformações do setor, o impacto da Inteligência Artificial e o valor da colaboração institucional.
De sites à distribuição estratégica: uma trajetória de 29 anos
A história da Webplus nasceu no interior de São Paulo e acompanhou a evolução da própria internet comercial no Brasil. Iniciada com o desenvolvimento de sites, a empresa migrou para o foco em hospedagem e serviços recorrentes em 2010, ano em que firmou a primeira parceria da multinacional Acronis no país.
Desde 2020, a companhia concentra sua atuação na distribuição de soluções de cibersegurança para MSPs, focando na resiliência digital.
“Vejo que é uma empresa que amadureceu acompanhando e, muitas vezes, até antecipando os movimentos do mercado. Evoluímos muito digitalmente, principalmente em questão de infraestrutura para a resiliência digital”, define Fernanda Pirateli.
Cibersegurança: Investimento estratégico e o papel da IA
Para a executiva, o mercado atual é um “oceano de possibilidades”. Em 2025, a Webplus registrou um crescimento de 52% no faturamento, reflexo de uma mudança de mentalidade onde a segurança digital passou a ser pauta estratégica nas empresas.
Fernanda destaca que a Inteligência Artificial (IA) é o motor de uma transformação estrutural. Se por um lado a tecnologia sofistica as ameaças, sendo o Brasil o segundo país que mais sofre ataques cibernéticos no mundo, por outro, ela é essencial para a defesa e produtividade.
“Quem não incorporar a inteligência artificial agora vai acabar ficando para trás. A IA vem para auxiliar e aumentar a produtividade, mas temos que ficar muito atentos ao ponto da segurança. Nosso foco é entregar soluções que integrem gerenciamento, segurança e proteção de dados, permitindo que o MSP atue de forma mais estratégica e menos reativa”.
Democratização para PMEs e soberania de dados
A Webplus aposta no empoderamento de micro e pequenas empresas, que compõem 80% de sua carteira. O objetivo é democratizar o acesso a tecnologias de ponta por meio do modelo MSP.
Um dos diferenciais competitivos para garantir essa entrega é a manutenção de um Data Center Tier 3 próprio, localizado em Campinas.
“Ter estrutura própria fortalece a soberania de dados e aumenta nossa capacidade de oferecer alta disponibilidade e controle aos parceiros. Isso gera competitividade e segurança para o mercado brasileiro”.
O valor do associativismo e os impactos da Reforma Tributária
A adesão da Webplus à Abradisti no final de 2025 foi motivada pela busca de representatividade e suporte em temas críticos, como a Reforma Tributária. Fernanda aponta que as mudanças nas alíquotas e enquadramentos de serviços de software e cloud representam um desafio complexo de classificação de receita e previsibilidade financeira.
Mariano Gordinho ressalta que a força da Abradisti reside justamente em seu perfil heterogêneo, unindo desde gigantes multinacionais a especialistas de nicho como a Webplus:
“Quanto maior for essa característica heterogênea, maior representatividade e autoridade o grupo terá. A Abradisti existe para atender às demandas do associado, que é nossa verdadeira mola propulsora ao trazer dificuldades e mover a associação para buscar soluções coletivas”.
Para Fernanda Pirateli, a inserção da equipe nos Grupos de Trabalho (GTs) da entidade é um passo fundamental para elevar a maturidade técnica e estratégica da empresa. Ela reforça que este acompanhamento próximo das tendências é vital para não perder o ritmo das inovações:
“Se a gente não olhar para a tecnologia agora, o gap vai ficar cada vez maior. Se não trouxermos a segurança para a pauta, a conta virá cada vez mais cara para os líderes”.
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