Cloud Computing: as oportunidades das revendas nas nuvens

A expectativa é que a elevação dos investimentos em cloud computing, no Brasil, deverá chegar a 350% até 2017. O mercado, que terminou o ano passado na casa dos US$ 328,8 milhões, deverá dar um salto e atingir US$ 1,1 bilhão nos próximos três anos.

24/11/2014 10:52

Por Mariano Gordinho*

A expectativa é que a elevação dos investimentos em cloud computing, no Brasil, deverá chegar a 350% até 2017.  O mercado, que terminou o ano passado na casa dos US$ 328,8 milhões, deverá dar um salto e atingir US$ 1,1 bilhão nos próximos três anos.

A capacidade de transformar investimentos em infraestrutura (CAPEX) em gastos recorrentes com serviços (OPEX) é o maior impulsionador da adoção de soluções em nuvem no País, de acordo com o estudo Analysis of the Brazilian Cloud Computing Market, da Frost & Sullivan.

O conceito de cloud vem se tornando cada vez mais claro para as empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio porte, que passam a adotar serviços de infraestrutura como serviço (IaaS)  – em especial o armazenamento de dados – , fazendo a movimentação do mercado aumentar de forma agressiv

Além disso, a adoção de plataforma como serviço (PaaS) vai aumentar gradualmente, à medida que os usuários passam a entender a sua funcionalidade,impulsionando ainda mais a utilização do cloud computing.

Com isso, as revendas devem se preparar para vender e prestar serviços em nuvem. Para vender com propriedade, é essencial conhecer as opções da tecnologia.

Nuvem pública: Formato de cloud computing fornecido pelas grandes empresas de datacenter, tais como Google, Amazon, Microsoft etc. É a opção mais acessível entre as modalidades de nuvem, pois os recursos de infraestrutura são compartilhados e custeados entre várias empresas de todo o mundo. Outro grande benefício da nuvem pública é poder escalar e provisionar os recursos de maneira menos onerosa, uma vez que o contrato pode ser expandido de acordo com a necessidade do negócio. Ainda é um sistema que esbarra nas dúvidas acerca da segurança e privacidade das informações, o que faz com que muitas empresas não se sintam confortáveis em usar a nuvem pública para sistemas críticos.

Nuvem privada: O modelo fica em um espaço próprio, não necessariamente dentro do ambiente físico da empresa, mas dentro do firewall e totalmente gerenciado por funcionários ou prestadores de serviços. Oferece maior segurança que a nuvem pública. Tem um custo mais alto na flexibilidade e escalabilidade de espaço, banda e processamento.

Nuvem híbrida: Associação entre os formatos públicos e privados, garante uma maior interoperabilidade dos sistemas e recursos de TI e possibilita que a empresa obtenha redução de custos, controle e segurança da informação, velocidade e contingência. É a modalidade mais utilizada pelas empresas e a mais adequada para a maioria dos modelos de negócios. Requer uma análise profunda de quais sistemas devem ficar em cada ambiente e como será a arquitetura.

*Mariano Gordinho é presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de TI- Abradisti