Vantagens e desvantagens do financiamento para revendas em TI

Tecnologia custa caro, mas, para que uma pequena ou média revenda mantenha a competitividade é fundamental contar com o que há de mais moderno, mesmo que o orçamento seja limitado.

19/08/2014 16:13

Por Marcos Coimbra*

Tecnologia custa caro, mas, para que uma pequena ou média revenda mantenha a competitividade é fundamental contar com o que há de mais moderno, mesmo que o orçamento seja limitado. Com a estabilidade da economia e taxas de juros atuais, além da alta concessão de crédito, o financiamento surge como alternativa que traz vantagens e desvantagens.

O principal benefício é contar com as novidades do mercado, uma forma para a revenda ter sempre tecnologia de ponta e atender a demanda de seus clientes, mesmo com pouca verba disponível. O modelo permite negociar formas flexíveis de pagamento, de acordo com a necessidade do cliente. Diluir um montante em parcelas sempre alivia o caixa apertado.

Por meio do financiamento dá para aumentar a capacidade aquisitiva. Com prestações menores, a revenda pode solicitar uma quantidade maior de itens. Além disso, a distribuidora pode conceder benefícios de acordo com o tamanho da venda: quanto maior o volume, mais vantagens ganha.

O mercado de TI tem suas peculiaridades, e uma delas é apresentar novidades de forma dinâmica e contínua. Isso torna as soluções obsoletas em pouco tempo. Assim, uma das desvantagens do financiamento é continuar pagando altas prestações por um produto que já não é mais top de linha ou uma tecnologia que já ficou defasada. Uma alternativa é negociar no ato do financiamento possibilidades de reajuste de valores ou até mesmo optar por leasing. É importante lembrar que as facilidades de pagamento e baixas prestações devem ser utilizadas com moderação. Uma avalanche de pequenas despesas pode fazer um grande estrago no orçamento, portanto o planejamento é fundamental para não comprometer o caixa.

Existem vários modelos e agentes para o financiamento, desde o governamental, por meio do BNDES até os bancos de varejo. Basta ao distribuidor e à revenda procurarem o formato mais adequado, analisando prós e contras.

*Marcos Coimbra é vice-presidente da ABRADISTI – Associação Brasileira dos Distribuidores de TI.